quinta-feira, setembro 09, 2004

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não tem cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Alberto Caeiro

Penso que talves nos vejamos demais e deixamos passar por nós o mais simples e belo, e somente reparamos naquilo que de mais rascunho nos apresenta. O simples realmente é belo!

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

As vezes, quando acordo, escuto o som de um pássaro cantando sob minha janela, e me pergunto de onde vem esse som, esse pássaro.
Queria acordar e não me perguntar nada, somente sentir, sentir a musica dos seres, a vida no cotidiano, mas ainda não posso. Estou embebedado pelo racional, pelo mecânico, alienado por estratagemas corruptos que me forçam todos os dias a acreditar que sou apenas mais um na multidão.
E nessa tribo de antropófagos, descobri que não é a borboleta que está no chão quem está morta, mas minha sensibilidade ao simples. Tão simples em ver que ela apenas descansa, assim como meus sentimentos que um dia voltaram a voar junto com a borboleta, e cantar a canção dos passaros.

1:33 AM  
Anonymous Anônimo said...

(Juliano, esqueci me colocar meu nome. Fui eu, David, quem postou....até logo)

David de Souza França

1:34 AM  

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