Balada do Louco
MUTANTES
Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no ar
Mas louco é quem me diz E não é feliz, não é feliz
Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz...
Quem é ou quem não é louco, ou ja nunca teve uma dose de loucura...
Carpe Diem


1 Comments:
Entregar-se à vida leviana e irrefletida parece ser o que melhor soluciona o impasse do sentido da vida se o objetivo final é a felicidade. O homem que sofre com a dúvida precisa dar-lhe o nome de “mal” e de “pecado” se deseja a paz e a felicidade. Nós, outros, que primamos pela verdade, vemos nisso uma questão meramente optativa. Digamos que esta é uma questão que depende mais de nossas predisposições psicológicas ou de uma boa digestão do que de qualquer outra coisa. Todos esses devaneios românticos a respeito da “grandeza espiritual” dos que buscam a verdade são tão tolos e ingênuos – acreditarmos neles realmente não passaria de pura autobajulação.
Minha felicidade não está oculta num objetivo utópico, está como a de Alberto Caeiro, nas coisas simples. Vivo minha felicidade cada dia, ou melhor, ela vive em mim todos os dias. E como vive!
David de Souza França
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